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2009/12/24

2009/12/13

Jean Michel Jarre

Apesar de não ser um grande apreciador do seu trabalho, não resisto a manter por cá alguns dos seus trabalhos.


Lp "Waiting for Costeau" ano 1990


Lp "Revolutions" ano 1988


Lp "In Concert Houston-Lyon" ano 1987


Lp "Rendez Vouz" ano 1986


Lp "Zoolook" ano 1984


Lp "The Concerts in China" ano 1982


Lp "Magnetic Fields" ano 1981


Lp "Oxtgene" ano 1976


2009/12/12

O Jazz no Meu Mundo

Vai para algum tempo (muito) que o Jazz suscita em mim imensa curiosidade, adepto de sonoridades mais extremas, de um Blues até, a vontade de ouvir por vezes é muita, a dificuldade em assimilar o som imensa (o 1º Lp que ouvi e gostei logo foi o "Modern Cool" da Patricia Barber).

Diversas vezes em encontros promovidos pela amizade, o Jazz é a ementa principal servida no prato (neste caso um EMT), no excelente auditório que é o espaço Fantasma (assim designo carinhosamente o local do amigo a que me refiro) e muitas são as vezes que rapidamente sinto (tinha) necessidade de mudar o disco e colocar algo mais de acordo com o meu gosto pessoal, falo do Heavy Metal, Hard Rock ou o tão apetecido Prog Rock dos anos 70.

Numa das minhas ultimas incursões pela discografia presente na prateleira do auditório pedi para levar uns quantos Lps dedicados á temática jazz, entre alguma recomendações, as minhas escolhas recaíram sobre os seguintes Lps.



Miles Davis Lp "Kind of Blue" ano 1959 (reedição de 2001)





John Coltrane Lp "A Love Supreme" ano 1964 (reedição de 1995)

De entre os Lps que entraram cá em casa dou destaque a estes, os restantes falarei mais tarde aqui no Culto, falo destes por agora pois além de serem álbuns emblemáticos destes artistas o são também no universo Jazz.

Ao ouvir Miles Davis "Kind of Blue", e para alguém pouco familiarizado com este sons, o que fica presente é o preciosismo e mestria na utilização do seu instrumento, o trompete, acompanhado por mestres na arte e desempenho de cada um dos instrumentos presentes nesta obra, destaco Bill Evans no piano e John Coltrane no saxofone, sem demérito para com os restantes.

Este álbum poderá muito bem ser um ponto de partida para os ouvintes que se queiram iniciar no Jazz (não cantado), algo que nos pode facilmente transportar para uma época diferente da que vivemos como se de uma banda sonora do filme da nossa vida se tratasse.

A faixa que destaco neste excelente álbum é "All Blues" a que me parece a mais melodiosa.

Já ouvindo "A Love Supreme" de John Coltrane, a obra de arte deste artista como muitas vezes é designada, a sensação que obtive, foi a de que nada disto (gravação) estava planeado, aqui a improvisação está presente como se de um flash se tratasse e estivesse a passar no momento pela cabeça do autor, com uma sonoridade mais difícil de entrar no nosso mundo (falo por mim), por momentos a tentação de tirar o disco é muita, mas de repente as mudanças que ocorrem no registo, fazem com que se desista de tal impulso e vibremos com ele.

Ora se existe algo que procuro de especial num álbum e precisamente um misto de sensações, e este é de facto especial, podemos destacar aqui os excelentes pequenos solos de Elvin Jones na bateria o qual gostei bastante.

Se este álbum tinha intenções de ser Supremo, com Amor e Raiva á mistura John Coltrane conseguiu.

Notas:
Gira Discos residentes usados para audição - Leak 3001 Transcription Unit e Sonab 85s.

Agradecimentos:
Ghost4U pelos excelentes discos
Maxmix pelos Gira Discos

2009/12/04

Vozes de Sempre




Manuel Freire Lp "Devolta" ano 1978

Prima Donna




Radar Kadafi Lp " Prima Donna" ano 1987

Único álbum lançado pela banda onde o Pop era característica acentuada no som da banda.

Zoom



Zoom Lp "Hands Off" ano 1985

Os Zoom eram Formiga na voz acompanhada de José da Ponte e Guilherme Inês, dois ex membros da banda Salada de Frutas, o seu maior êxito deu pelo nome de "You Are The Love of My Life".

Pop e Arte



Pop Dell´Arte Maxi "2002 MC Holy" ano 1991

Um dos registos menos conseguidos na minha opinião, este Maxi conta com a participação de Sei Miguel, General D, Rui Silva e de um travesti (?!) de nome Salomé.

The Boss



Bruce Springsteen Lp "Born in U.S.A" ano 1984

De entre outros excelentes registos do Boss, não consegui deixar de colocar este, talvez porque marcou uma época (anos 80), e por ter sido dos poucos álbuns extra Heavy metal que ouvia na altura. Dizem muitos de vós o mais comercial, sim talvez, mas não deixa de ser um muito bom álbum.

Molly



Molly Hatchet Lp "Flirtin´With Disaster" ano 1979

Multi Platinado, este foi o 2º Álbum desta banda de Southern Rock.

Nota: Se existe bandas que se distinguem logo pelas capas esta é uma delas, com o titulo de "Dark Kingdom" o artista Frank Frazetta dá seguimento á capa ("The Death Dealer") do 1º Lp da banda "Molly Hatchet" , terminaria a trilogia com o 3º Lp de nome "Beatin´The Odds", aqui desconheço o nome que atribuiu á capa.

Ten Years After


Ten Years After Lp "Recorded Live" ano 1973

Banda de Blues Rock liderada pelo carismático guitarrista Alvin Lee, que atingiram patamares como poucas bandas o conseguiriam, entre outros eventos que poderiam ser mencionados, registo o excelente concerto no famoso Woodstock no ultimo dia, onde todo o virtuosismo de Alvin Lee e da restante banda ficaram bem patentes, talvez só a actuação de Jimi Hendrix os tenha superado nesse ultimo dia.

2009/11/22

A Arte de Bem Receber

Sem estar por ordem de preferência, de realçar a maneira como somos bem recebidos nestas lojas, e tão perto que estão uma da outra.


Obviamente recomenda-se.

C.T.T



C.T.T Lp "Oito Encomendas Descriminadas no Verso" ano 1982

Gira o Disco

What a Doll ?! AC/DC one.




AC/DC Lp "Live" ano 1992 (Collectors Edition)

Jimmy Cobb, o príncipe de Miles Davis

Trezentos e sessenta e cinco dias! Trezentos e sessenta e cinco dias do ano 2009, que por todo o mundo, celebra-se meio século da primeira edição de Kind of Blue, numa multiplicidade de iniciativas testemunhadas em artigos publicados na imprensa escrita, em documentários na rádio e na televisão, em acesos debates, em edições comemorativas do álbum e em festejadores concertos de homenagem ao seu autor. Em Portugal, apesar do péssimo hábito de recordarmos pouco, o momento fez história com a especial emissão radiofónica de «Um toque de jazz»(programa de Manuel Jorge Veloso, na Antena 2) e os simbólicos espectáculos concedidos pelo único instrumentista sobrevivente do deslumbrante naipe de executantes (Bill Evans, John Coltrane, Julian “Cannonball” Adderley, Paul Chambers e Wyn Kelly) que participou nas nove horas (repartidas pelos dias 2 de Março e 22 de Abril de 1959) necessárias para registar ascinco faixas do disco, das quais três, por terem sido gravadas num intervalo errado de dois semitons, devido à insistência do exigente e perfeccionista Miles Dewey Davis III, foram regravadas após o lançamento do álbum.




Também conhecido por James, o baterista Jimmy Cobb, que no vigésimo dia de 2010 completará 81 anos de vivência – lídimo legatário do efeito célebre do registo fonográfico que marcou endelevelmente o curso e o progresso da ciência jazzística – apresentou-se no palco do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, de boné e trajado com camisa cinza e calça preta segura por suspensório. Acompanhado por Buster Williams (contrabaixo), Javon Jackson (sax tenor) Larry Willis (piano), Vincent Herring (sax alto) e Wallace Roney (trompete), durante 1h50 interpretaram nove temas, percorrendo todas as sonoridades inclusas em Kind of Blue. Com o seu inimitável estilo de pegar a meio a baqueta de serventia à tarola, sendo a individualidade de proa da banda, seria previsível efectuar vários solos para fazer soar o seu virtuosismo. Todavia, Cobb passou despercebido, solando uma única vez na oitava interpretação, onde no preciso momento vigoroso, quando ajeitou o suspensório, nenhuma quebra rítmica foi notada.



No papel de Miles, de cabelo curto, óculos escuros e roupa preta com jaquetão laranja-avermelhado, esteve Wallace, cujo retrato físico, apesar dos quilos a mais, faz lembrar o saudoso trompetista. Mas, como o modo de tocar acabou por não surtir o efeito desejado pelo público na inglória comparação com o “Rei”, não será de todo descabido afirmar que nem tudo é o que parece. Já o contrabaixista Buster, por falta de doseamento de improvisação, pareceu ter alguma dificuldade em entrar no ritmo de Flamenco Sketches. Em evidência esteve Javon, que graças ao notável domínio técnico, soprou frases bem fluentes e enérgicas no saxofone, dando forma aos temas e encantando a audiência.

Num espectáculo imerso de sentimentalismo, os primeiros acordes para o álbum que no seu tempo de lançamento (Agosto de 1959), não fez parte da tabela dos LP´s mais vendidos, foram dados na passagem, sem pausa, do segundo para o terceiro tema, com as notas do contrabaixo de So What, acompanhadas pela cénica luz azul a incidir sobre o sexteto.



No final, antes do tema que preencheu o encore, Jimmy Cobb apresentou o line-up e disse “espero voltar mais tarde a este país.” Se tudo correr bem, a 6 de Dezembro, o “Príncipe” estará entre nós para encerrar o simbólico regresso do Cascais Jazz.



Ghost4U (texto)


Maxmix (fotos)


(2009/XI/11)