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2009/07/20

Genuinamente Possuidos






Possessed Lp "Beyond The Gates" ano 1986

Formados em 1983 para muitos pioneiros do Death/Thrash Metal, que no album "Seven Churches" (1985) já haviam lançado a musica "Death Metal" em pouco tempo marcou posição entre o universo underground do Metal.

Os discos de Possessed apesar de facilmente adquiridos por esse mundo fora, por cá tornam-se alvo de cobiça para os coleccionadores do bom Metal.


Máquina do Tempo



Eloy Lp "Inside" ano 1973

Banda Alemã de Rock Progressivo que foi buscar o nome á novela "A Máquina do Tempo" onde Eloi (aqui com i) era uma das raças predominantes.

Lionsheart



Lionsheart Lp "Lionsheart" ano 1992

Banda de Hard Rock Inglesa formada em 1991, para trás além deste album mais 3 registos "Pride in Tact" de 1994, "Under Fire" de 1998 e "Abyss" no regresso em 2004, banda que se mantem em actividade.

O maior exito desta banda foi a musica "Can´t Believe".


2009/07/16

Festa

Com um atraso relativo, aqui fica a reportagem prometida de Russ Ballard.

*Vamos aquecer mais um bocadinho até ao grande Russ Ballard, que está quase aí. Vocês já estão bem speedados*, disse o vocalista dos Faithfull que, juntamente com a Alcoolémia, cumpriram honrosamente a programação de produção nacional no início da sexta noite do Verão 2009, no Campo Pequeno.



É irrefutável que Ballard é um guitarrista considerado pela sua dilatada experiência e pelo talento na produção e como songwriter para nomes sonantes (Elkie Brooks, Kiss, Leo Sayer, Roger Daltrey, Santana...) da música Pop e Rock. Porém, decorridos vários anos de ausência desde a edição de «Seer» (1995), poucos esperavam que o veterano britânico estivesse disposto a viajar para conceder espectáculos de apresentação do disco novo * o número 9 na sequência de álbuns originais iniciada à 34 anos, em 1975.

A apresentação ao público lusitano foi, inegavelmente, um acontecimento por constituir a primeira vez que pisava um palco na nação mais ocidental do Velho Continente. Sem acusar a responsabilidade da obrigatoriedade de corresponder às expectativas geradas pela assistência, constituída por interessante variedade de idades (crianças, teenagers, jovens e *cotas*), rodeou-se de quatro músicos de notável capacidade técnica para presenteá-la com a electricidade das canções novas que não deixam indiferente qualquer apreciador de Rock FM, misturando os habituais standards da sua carreira.

Iniciada a actuação às 22:15 com «It´s my life (stand in my shoes » * faixa de abertura do novo álbum * antecedeu a abordagem realizada em sons calmos provindos das teclas, que ganham gradualmente contornos mais explícitos do hit que fez história no Outono de 1984, fortalecida numa ambiência gerada em uníssono pelas «Voices» de Russ/público. Seguiu-se «I can´t hear you no more», sustentado no início pela voz em exemplar sequência de notas altas e subida de tom. Antes da interpretação de «The fire still burns», sabiamente Russ fez-nos reflectir *porque sendo o Homem um ser inteligente, porquê a existência da guerra? Fará algum sentido o que se passa no Iraque e noutros locais do globo?*

Revelando-se um comunicador e conversador cortês, atento e interessado, sem enveredar por discursos longos ou melancólicos no anúncio do nome das composições e na evocação à necessidade de estimar a vida e o nosso semelhante, introduzindo «Like father like son» («Tal pai tal filho»), convidou os pais a dar as mãos aos filhos presentes no concerto, obtendo reacção eufórica das famílias que interagindo, conheceu mais um tema de «Book of love», título do autobiográfico e último álbum (2006).

Quando, temporariamente, a cabeça de cartaz saiu do palco, deixando a interpretação vocal a cargo do guitarrista secundário, o público temeu entrar naquele ramerrame que, por vezes, mancha as actuações. Mas o show não foi posto em xeque, porque após um tema, Ballard regressou acompanhado de uma loirinha (cerveja), brindando o auditório com *cheers*, e por uma cantora que provocou olhares interesseiros na assistência masculina e quiçá na feminina... Assim, assistimos a um medley muito fluído com passagens pela música escrita e produzida para os America («You can do magic») e para outra loura, a Frida dos ABBA («I know there´s something going on»). Tempo ainda para uma sentida homenagem ao génio que reinventou a Pop * Michael Jackson * falecido na véspera e recebida com respeito e agrado pelos presentes seres mortais.

Outro bom momento foi o ritmado «Crazy world» e o saudoso «A woman like you». Já em encore, repetiu «I can´t hear you no more», ornamentado com nova roupagem nos arranjos.

Ao longo de duas horas, Russ Ballard recompensou o público despido do estatuto de estrela, abdicando de se sobrepor aos restantes instrumentistas. Como virtuoso guitarrista (que começou por aprender a tocar piano dos 8 aos 12 anos), optou por não cair no exagero de fazer solos que nunca mais acaba. Sem nunca tirar os óculos escuros, que supostamente ocultam as marcas da dezena de intervenções cirúrgicas à vista, ocorridas na adolescência, revelou-se uma individualidade humilde e disponível para agradar, com registo vocal afinado nos 21 temas entoados.

A julgar pelas reacções da audiência, que no final aplaudiu de pé, o sexagenário artista deu festa...
Ghost4u
(2009/VII/15)

2009/07/14

Foi neste dia


A 14 de Julho de 1982, os Pink Floyd faziam novamente história com o lançamento do filme "The Wall" 3 anos após o lançamento do famoso album.

2009/07/12

Beatnicks




Beatnicks Lp "Aspectos Humanos" ano 1982

Um Projecto "Pouco" Global




Alexandre Soares Lp "Um Projecto Global" ano 1988

Quando alguém diz que os GNR após a saída de Alexandre Soares em 1986 tornou-se uma banda medíocre ou pouco mais que isso, que dizer deste Lp, quem pensaria que o mesmo poderia vir mudar algo ou trazer alguma coisa de novo ao panorama Pop nacional, enganou-se, pura e simplesmente.

Após o ter ouvido 3 ou 4 vezes dando o beneficio da duvida, o que posso dizer é que acaba por ser um Lp dispensável, e que pouco ou nenhuma marca deixou. Enquanto isso os GNR não pararam, e não param.

David sem Golias



David Gilmour Lp "About Face" ano 1984

No seguimento de algumas incertezas sobre o futuro dos Pink Floyd (Golias), David acabaria por lançar este seu segundo Lp a solo, ouvindo o seu projecto a solo é dificil não fazer a comparação lógica com os PF, um album com algumas boas musicas e bastante audivel, mas que acaba por na globalidade não passar de um album mediano.

2009/07/11

Uma questão de Nervo"s"


Na demanda pela conquista do país e do planeta os NERVO invadem a Baixa da Banheira para mais uma noite de Rock cheio de potência.

O Fórum cultural José Manuel Figueiredo Apresenta:
NERVO
Dia 18 de Julho ás 22Horas a apresentação do seu álbum,"Tripas Coração"

2009/07/07

Parte da noticia de hoje

"Às quatro da manhã toca o despertador e Júlio Marques salta da cama sem hesitar. Corre para o computador, que tinha ficado ligado, e entra num site de leilões. O tempo está a acabar e Júlio sabe que é a melhor altura para a jogada final: ultrapassar o persistente japonês, que teima em querer ficar com aquela raridade. Mas engana-se quem pensa que estamos a falar de uma peça de arte antiga. Júlio Marques, de 35 anos, interrompe o sono para comprar discos de vinil no eBay. "Chego a dar gargalhadas às 5 da manhã. São verdadeiras batalhas solitárias." Desta vez, conseguiu uma relíquia: o álbum "10 000 anos depois entre Vénus e Marte", de José Cid. "Está entre os cem melhores álbuns de rock progressivo. Comprei-o por 50 euros e já me ofereceram 500. Mas não estou nisto pelo dinheiro."

Assim que entramos em casa de Júlio percebemos que o vinil é um vício. Na parede, entre a televisão e um armário, está colada a capa do álbum "Cantigas do Maio", de José Afonso. "Se pudesse tinha a casa cheia. A minha mulher é que não gosta", confessa o administrativo.

Júlio Marques tem cerca de 5 mil vinis e criou um blogue (http://cultovinil.blogspot.com) para trocar impressões com outros aficionados. "As capas são obras de arte, num CD é tudo pequeno, não dá para apreciar", explica. Mas é o som que marca a diferença. "A pureza da música está no vinil. O som é mais quente e os estalidos tornam-no mais interessante."

Os números Nos tempos do mp3, há cada vez mais pessoas que partilham a opinião de Júlio Marques. No ano passado, as vendas de discos de vinil cresceram 54 mil por cento. Sim. Não nos enganámos. E, segundo a Associação Fonográfica Portuguesa, os pedidos de discos de vinil, das lojas às editoras, passaram de quatro, em 2007, para 2174 no ano seguinte. Há cada vez mais bandas a editar os seus álbuns em vinil, como os AC/DC e os Xutos&Pontapés. Viriato Filipe, da cadeia de lojas FNAC, explica porquê: "O vinil está a tornar-se um objecto de luxo. Há todo um ritual na relação que os amantes deste formato, apaixonados pela música, mas também coleccionadores, estabelecem com o objecto: manusear, contemplar o grafismo da capa, pôr o vinil no prato, ouvir os estalidos iniciais... Se no início era um mercado dos amantes de música de dança e restrito às bandas internacionais, agora o vinil democratizou-se."

A tendência não é apenas portuguesa. A Nielsen SoundScan, que monitoriza as vendas de discos nos Estados Unidos e no Canadá, revelou que o formato LP vendeu mais em 2008 que em qualquer outro ano desde 1991, época em que começaram a controlar as vendas.

A editora Taschen já se apercebeu do novo culto. Depois de lançar o livro "Jazz Covers", uma selecção das melhores capas de discos de jazz, escolhidas pelo coleccionador português Joaquim Paulo, publicou "Extraordinay Records", em Junho. O livro, baseado na colecção de Alessandro Benedetti e Peter Bastine e organizado por Giorgio Moroder, reúne mais de 500 LP, de todas as formas e feitios. Há dourados, transparentes e até em forma de coração ou estrela.

Mas que tem o vinil de tão especial? Júlio Marques não tem dúvidas: o som é muito mais real que o do CD. É quase preciso ser um entendido em engenharia de som para perceber as diferenças que os fãs apontam. Aqui fica uma tentativa: num CD é colocada apenas uma amostragem digital, ou seja, selecciona--se uma amplitude compatível com o CD e o resto é cortado. No vinil cabe tudo o que a banda grava.

Nova geração do vinil Dez anos separam Nuno Madeira e Júlio Marques. Um é da geração que cresceu a ouvir vinis, o outro é da cassete e do CD, mas o gosto pelo disco preto é o mesmo. "A parte divertida é mexer no gira-discos e no vinil. Quando ouves discos tens de despender de algum tempo. Não dá para saltar de música tão facilmente como no CD, e tudo isso faz com que oiças o álbum todo e aprecies melhor a música", explica Nuno Madeira. Mas o vinil também requer mais cuidado que os CD, como o operador de câmara aprendeu. "Estava com os copos e cheguei a casa com vontade de ouvir música. O entusiasmo era tanto que ao pôr a agulha no disco risquei-o. Agora está lá aquele clac." Nuno começou a comprar vinis há dois anos e todas as semanas visita lojas para aumentar a colecção de 70 LP. Até montou sozinho o gira-discos.

Mas há quem faça mais e se dê ao trabalho de passar discos para mp3. Sérgio Gonçalves sai de casa a correr para ir trabalhar e agarra no iPod que está à entrada. A caminho da Central Musical - empresa de multimedia que transmite concertos na internet - ouve de tudo. Mas quem puser os auriculares do seu iPod nos ouvidos é capaz de reclamar: é que os estalidos dos vinis podem ser confundidos com defeito técnico.

Sérgio Gonçalves, de 34 anos, pode passar oito horas numa loja à procura de raridades como o álbum de Khaliq Al-Rouf, que custou 140 euros. Fica com os dedos sujos, passa fome e chega a sair apressado à procura de uma casa de banho para depois voltar à caça. "Gosto do som quente do vinil e do facto de não ser perfeitinho como o CD. Deixei de ser um purista do som. Ter um crac dá personalidade ao disco."

Nem sempre foi assim. "Quando surgiu o CD, achei que era a maior maravilha do mundo. O vinil irritava-me." O regresso ao disco presto aconteceu em 1999, quando trabalhava na EMI e começaram a surgir os promocionais em 12 polegadas para os DJ: "Decidi ser DJ, mais como hobby, e comecei a trazer vinis para casa." Nunca mais parou: hoje tem 4 mil vinis, organizados alfabeticamente numa sala. É lá que passa as tardes de domingo, a ouvir música.

Também foi assim que Bruno Santos, de 23 anos, estudante de Design, entrou no mundo do vinil. O DJ Cleymoore, como se baptizou, prefere música electrónica e experimental e confessa que entrou nos discos porque há muitas editoras e produtoras que só editam em vinil. Bruno recorda até uma edição especial de Donna Summer que só existe em vinil: "O single 'Love to love you baby' numa versão de 16 minutos é óptimo." O estudante reconhece que a moda do vinil tem tornado o acesso aos discos mais difícil. "Para a minha geração, a do CD, o vinil passou ao lado, mas agora estamos a redescobri-lo. Apesar de ser muito mais caro que um CD normal, vale a pena."

(In Jornal i 07/07/2009)